Uma breve reflexão sobre o boicote histórico dos jogadores da NBA na perspectiva de um jovem adulto de 18 anos

Pensei muito sobre quais seriam as (quase) 600 palavras que escreveria nesta semana. Inicialmente, minha ideia era comentar sobre alguma série ou franquia dos Playoffs. A essa altura da semana, com todas as notícias e matérias publicadas sobre o boicote histórico dos atletas da NBA e WNBA, você já deve ter notado que precisei de uma verdadeira mudança de planos.

Pois bem, aqui estou, mas não para narrar o que foi o boicote, meus companheiros de site farão isso com maestria, pois muitos têm lugar de fala e sabem genuinamente como dar força e vivência a cada uma de suas palavras. Tendo dito isso, também falarei sobre o assunto, mas por outra perspectiva – como um simples garoto (ou adulto se preferir) de 18 anos.

Aprendi com um senhor velhinho de 150 que vi em oito filmes que, parafraseando-o, as palavras são nossa inesgotável fonte de magia, capazes de formar grandes sofrimentos e também de remediá-los. Essa frase de Harry Potter é fundamental para entender o poder que temos em nossos discursos.

Na rede social do passarinho azul, vi diversos homens – em sua maioria brancos de 25 a 50 anos – criticando a atitude dos jogadores da NBA em boicotarem os jogos. Ignorando o fato de que muitos ali se importam apenas com o entretenimento (o velho pão e circo), alguns afirmaram que o boicote “não muda nada”. Confesso que me espantou um pouco ver pessoas mais velhas, e consequentemente mais experientes do que eu, com um pensamento tão equivocado.

Jogadores como LeBron James são acima de tudo, figuras públicas. Milhões de crianças ao redor do mundo querem ser como eles, e vêem neles verdadeiros exemplos dentro e fora das quadras. Quando LeBron James, um dos maiores jogadores de todos os tempos, decide abrir mão do campeonato para protestar contra a injustiça desumana que um homem negro sofreu, seu gesto têm um impacto global.

LeBron James não pode calar a boca e driblar, mas sim usar a magia e o poder de sua fala para impactar a cultura de toda uma sociedade, assim como Muhammad Ali e Bill Russell. É assim que vejo a importância dos atletas do basquete, eles sempre serão mais que atletas, pois são acima de tudo seres humanos.

Nenhum ser humano com ética e empatia pode ficar calado quando vê outro ser humano ser morto com brutalidade. Isso vai além da cor da pele, vai além das crenças religiosas e vai além dos posicionamentos políticos. A única coisa que este autor de 18 anos pede a você, caro leitor, é que pense nisso. Vamos usar o a magia das nossas palavras para remediar os problemas do nosso mundo tão complicado.

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